Ângela,
Teu nome é candura
Anjo em feminina aparência
És um ser de luz
Onde o amor tem morada segura
Repousam em ti vivacidade e sapiência
Carinho e amizade são argolas douradas
Que adornam teu pescoço
E nele, estão bem atadas
Saltam do teu coração
Em luz aquecido
Fagulhas de um sublime amor adormecido
Pelas agulhas da vida ferido
Deixas, pois, fluir do teu âmago
Vazar do teu centro
A menina doce e singela
Que hiberna lá dentro
Despertas a inocência
Recobras a autêntica alegria
Este cobiçado sentimento
Ângela,
No desenrolar da lida
És minha irmã
Minha mãe
Minha amiga
A caminhar comigo
No trajeto da vida
Onde há pedras e flores
Medos e amores...
* Úrsula A. Vairo Maia *
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