sexta-feira, 11 de setembro de 2009

subimos nas estrelas de novo

Subimos nas estrelas de novo,
Sentimos o corpo se multifacetar
Ao som do primeiro gozo,
Com todos os tons do infinito,
Com todo o calor das profundezas de nossas mais íntimas entranhas,
Sentimos a pele esticar, e esticar...
A falta de ar cada vez mais presente,
O meu e o teu riso,
A nossa orgia sagrada,
Esquecendo as dores do mundo que ficou de fora,
Sem pressa, sem medo, sem temer a vergonha,
Ah! posso ouvir o teu coração batendo forte,
E sentir o tempero do teu suor em minhas mãos,
O calor do teu corpo envolto ao meu,
A luta feroz de nossas línguas,
Tua boca voraz me engolindo,
Minha mão penetrante em suas pernas e coxas,
Sim, também sou voraz,
Nossos corpos se dividindo, e se fundindo novamente,
Nessa simbiose de orgasmo e beijos,
Meu tesão crescente e espáduo,
Te fazendo subir de novo para as estrelas,
E eu, passasseiro nessa viagem maravilhosa,
Me deleito com o seu prazer, todo o seu prazer,
Prazer de ser tocada, beijada, amada,
Prazer de conversar, de falar comigo,
De tomar um café, repartir a água e o cigarro,
De tomar a minha bala na boca,
De sentir o meu cheiro logo de manhã,
Tremendo no seu gozo sempre colada em meu corpo,
Suplicando que eu pare, pois você quer o ar que não encontra no ar,
Vibrando ao sentir o seu cheiro, mesmo depois de horas e distante,
Sentindo na solidão do meu quarto a maciez da sua pele,
E a força do seu pensamento me querendo por perto,
Mais perto, bem perto, todos os dias,
Amando cada momento dividido,
As poucas palavras escutadas,
E o frescor do novo encontro lá pelas 10,
Seu beijo de boa-noite, de vai com cuidado,
O seu 'até amanhã, meu amor',
Ou mesmo, 'um ótimo fim-de-semana',
Para ficar olhando às estrelas,
Contando nossos átomos separados,
Voltando para a nossa realidade,
Esperando outro momento
Para essa gloriosa explosã

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